Ômega-3 e qualidade da pele

As gorduras do tipo ômega-3 são ditas essenciais, porque não são produzidas pelo nosso organismo, devendo vir do meio externo através de alimentos e/ou suplementos. Nós temos 3 tipos de gorduras ômega-3: ácido alfa-linolênico (ALA, 18 carbonos), ácido eicosapentaenoico (EPA, 20 carbonos) e ácido docohexaenoico (DHA, 22 carbonos).

O problema é que a taxa de conversão do ALA em EPA/DHA é pequena em nosso organismo e, ao que tudo indica, varia, por exemplo, entre bebês e adultos, entre semi-vegetarianos e veganos e com o uso associado de DHA ou do açafrão-da-terra. Encontramos pouca consistência nos dados, mas, no geral, a conversão é pequena, pouco eficiente.

Portanto, para o cérebro, melhor dar o EPA/DHA. Para a pele, tenho boa experiência com o uso do ALA, evitando-se aquele “craquelado” típico da pele mais envelhecida, menos hidratada, mais sujeita a lesões, mais inflamada, enfim, mais desgastada com o passar dos anos. Fornece excelentes resultados a longo prazo.

Geralmente prescrevo o óleo de semente de linhaça na fórmula de cápsulas, porque a aderência é melhor e o uso continuado é mais fácil.

Portanto, o óleo de semente de linhaça, assim como o óleo de chia e outros ricos em alfa-linolênico, terão um papel importante para a qualidade da pele em termos de textura e hidratação, contribuindo na manutenção da permeabilidade seletiva da função de barreira que a pele exerce e fornecendo proteção contra a inflamação. O interessante é começar uma reposição  antes de realmente se estar precisando.

Pode ter riscos? Sim! Somente o nutrólogo ou outro profissional especializado pode avaliar a indicação, a forma de administração (cápsulas ou líquido) e o tempo de uso antes de uma nova avaliação dentro do contexto alimentação-suplementos -medicamentos usados pelo paciente.