Art 71: Alimentos ricos em purinas

ALIMENTOS COM ALTO TEOR DE PURINAS 

  • (100 a 1000 mg de nitrogênio purínico por 100 g de alimentos)
  • consumo deve ser evitado, na fase aguda e de remissão

Peixes: sardinha, anchova, salmão, bacalhau, arenque, truta e cavalinha; ovas de peixe; mexilhão.

Carnes: vitela, bacon, cabrito, veado, carneiro ou ovelha; embutidos; caldos e extratos de carne; carne moída.

Miúdos: fígado, coração, língua, rim, miolos.

Aves: pato, perdiz, peru, pombo, ganso.

Levedo de cerveja, levedos tomados como suplemento, levedo de padaria.

ALIMENTOS COM MÉDIO TEOR DE PURINAS (CONSUMO MODERADO)

  • (9 a 100 mg de nitrogênio purínico por 100 g de alimentos)
  • 1 porção de 60 a 90 g de carne, peixe ou aves selvagens ou 1 porção (1/2 xícara) de vegetais deste grupo é permitida diariamente (dependendo da condição) durante as remissões

Carnes: as que não estão citadas no grupo 1.

Peixes e outros frutos do mar: os que não foram citados no grupo 1.

Leguminosas: feijões, soja, grão de bico, lentilha, ervilhas secas.

Aspargos, cogumelos, couve-flor, espinafre.

ALIMENTOS COM BAIXO TEOR DE PURINAS (CONSUMO PERMITIDO)

  • Quantidades insignificantes de purina. Consumo s/ relação com excesso de ácido úrico.

Leite, chá, café, chocolate, queijos, ovos, manteiga, margarina, óleos vegetais, azeitonas, sementes oleaginosas (nozes, amendoim, castanhas, pistache, avelã), vinagre.

Pão, macarrão, sagu, fubá, tapioca, araruta, arroz integral, milho, mandioca, trigo, centeio e aveia.

Legumes e verduras, exceto as do grupo anterior (incluir couve, repolho, alface, acelga, agrião, radiche).

Doces e açúcares.

Todas as frutas, inclusive sucos naturais.

Ervas, condimentos, pipoca.

 

A restrição de alimentos ricos em purinas geralmente é recomendada na crise aguda de gota, nefrolitíase e gota tofácea.

Outras recomendações:

  • Beber em torno de 30 ml/Kg/dia líquidos por dia, entre refeições (água, suco de limão, chás de flores e frutas, etc…); a maior ingestão de líquidos (até 3 litros por dia) diminui o risco de formação de cálculos de ácido úrico;
  • Evitar a ingestão de bebidas alcoólicas. O álcool precipita o ácido úrico, levando à formação de cristais;
  • Não ficar longos períodos sem se alimentar;
  • Não fazer dietas com grande restrição de calorias, principalmente de carboidrato e ricas em gorduras porque o carboidrato aumenta e a gordura diminui a excreção de uratos;
  • Embora a formação endógena de ácido úrico pareça responder por 85% da formação de uratos, a restrição dos alimentos ricos em purinas nas fases agudas (recomenda-se apenas 100-150 mg/dia nestas fases) e a ingestão moderada de proteínas nas fases de remissão é em geral indicada. 

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